Fique perto do topo de um arranha-céu em um dia de vento e você vai sentir o piso se mover embaixo de você. Pouquinho. Seu cérebro vai gritar na hora que tem algo errado. Seu cérebro está errado. Esse movimento é o projeto funcionando, e um prédio que consegue oscilar um pouco costuma ser mais seguro do que um que se recusa a ceder.
O Vento Empurra os Prédios
O vento parece nada quando bate no seu rosto. Jogue-o contra uma parede de vidro de 60 andares e ele vira uma força bem séria. Quanto mais alto você constrói, mais dessa força você captura. Então os engenheiros precisam responder a perguntas incômodas antes de o primeiro concreto ser lançado: com que força o vento bate aqui, quão alto vamos, qual forma captura menos, quanto o prédio vai se mover e se as pessoas lá dentro vão passar mal.
Um arranha-céu não está só se sustentando. Ele está em uma briga permanente contra o ar em movimento.
Ser Flexível Pode Ser Mais Seguro
Dobre um graveto seco e ele estala limpo. Dobre um galho vivo e ele simplesmente acompanha o movimento. Os prédios funcionam igual. Faça um rígido demais e um vento forte ou um terremoto não têm para onde mandar essa energia, então ela se acumula dentro da estrutura até algo ceder.
Um prédio que consegue se flexionar absorve parte dessa energia e distribui o resto. Dobrar, aqui, não é fraqueza. É o plano.
Os Terremotos Também Sacodem os Prédios
O vento empurra o prédio de lado, por fora. Um terremoto ataca por baixo. O solo se move, a base do prédio se move junto, e tudo lá em cima precisa descobrir o que fazer a respeito.
Os engenheiros revidam com estruturas resistentes, ligações flexíveis, amortecedores e fundações feitas para deslizar ou isolar. A meta quase nunca é deixar o prédio perfeitamente parado. A meta é ele continuar em pé e todo mundo lá dentro continuar vivo.
Alguns Prédios Têm Amortecedores Gigantes
Alguns arranha-céus escondem um peso enorme perto do topo, chamado amortecedor de massa sintonizado. Imagine um pêndulo do tamanho de um cômodo. Quando o prédio se inclina para um lado, o amortecedor balança para o outro e cancela o movimento.

A Forma Também Importa
A forma de um prédio muda como o vento viaja em volta dele. Cantos vivos, faces planas, perfis altos e magros: cada um lida com o ar de um jeito. É por isso que os engenheiros constroem modelos em escala e os colocam em túneis de vento para ver o que o ar faz de verdade.
Depois eles ajustam. Arredondam os cantos, abrem vãos que atravessam a torre, torcem o perfil inteiro. Quando um arranha-céu parece estranho, aquela forma quase sempre está fazendo um trabalho.
Teste Isto: Teste da Torre de Papel
Construa duas torres de papel. Uma rígida e reta, a outra um pouco frouxa e elástica. Agora sopre nelas, ou bata na mesa. Qual cai primeiro? Qual dobra bastante e volta?
O Que os Engenheiros Estudam
Reflexão Final
Os prédios oscilam porque o vento e os terremotos os empurram, e um pouco de movimento é justamente como uma estrutura sobrevive a esse empurrão. Então, quando um arranha-céu se desloca alguns centímetros em uma tempestade, ninguém errou. Alguém fez o trabalho direito.
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